terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Manifesto de construção do coletivo “Quebrando Pedras, Plantando Flores”

Manifesto de construção do coletivo
“Quebrando Pedras, Plantando Flores”


No mais recente ERESS da região 2, que aconteceu nos dias 3, 4, 5 e 6 de Junho de 2010 em Mossoró – RN, um grupo de estudantes militantes do MESS se reuniram para discutir sobre a atual conjuntura do Movimento Estudantil em Serviço Social e a partir desta discussão tiraram como encaminhamento a proposta de construção de um coletivo visando problematizar as carências organizativas e dialógicas que estão postas para nós. Ainda nesse encontro, foram realizadas algumas plenárias no intuito de discutir a proposta com o conjunto de estudantes que se fizeram presentes naquele espaço e certamente de convidá-los/as para essa necessária construção. Por estar bastante incipiente (o coletivo nem ao menos tinha nome), o grupo, que hoje se pretende coletivo, naquele momento não tinha quase nada para apresentar de concreto a não ser a vontade de construir, em termos práticos, essa ideia: fazer movimento. Como vocês vêem simples como as pombas e espinhoso como sempre será nos limites desta ordem que dificulta, necessariamente, a nossa organização, a nossa resistência e nossa luta.
É preciso contextualizar ainda mais como se deu e como está se dando o processo de maturação desta ideia que aos poucos estamos colocando em prática. Não foi de súbito, nem muito menos foi um movimento espontaneísta de um número ainda limitado de militantes para com a necessidade de organização e proposição. Esta é uma construção que, como já foi dito, vem amadurecendo lentamente, tendo início, mais especificamente, em meados de Janeiro, quando alguns estudantes das escolas da PB, de PE e do RN começaram a se articular para discutir a possibilidade desta proposta. E foi neste ERESS que as ideias foram ganhando corpo.
Partindo da análise de que o Movimento Estudantil vive um período de refluxo assaz dificultoso e que isto incide diretamente na nossa organização e conseqüentemente nos nossos encontros, nas nossas entidades e na nossa capacidade interventiva, provocando análises equivocadas e práticas desagregadoras que repercutem numa acentuada rivalização e numa disputa fratricida, chegamos a conclusão da necessidade de fortalecer e ampliar a participação no movimento, centrando nossas forças nos DAs/CAs por entendermos que este não é um problema somente das direções gerais do ME(SS), embora atinja as mesmas, mas que é uma crise generalizada com mostras aparentes em todas as esferas do Movimento Estudantil – distanciamento das entidades dos/as estudantes que militam na base organizativa do movimento, crise de representatividade, dispersão e descrença por parte dos sujeitos nas lutas sociais etc. Pautamos, também, uma construção que unifique o máximo de estudantes em volta daquilo que defendemos para a universidade, para educação e para sociedade em geral, sem, no entanto, anular as diferenças nem tampouco pretender um falso consenso, o que tem acontecido muito em nossos espaços.
Nesse sentido, convidamos a todos e todas para participarem dessa empreitada, certamente por duras sendas, quebrando pedras no caminho, mas plantando sementes para ver nascerem novos horizontes.

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